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#38 Uma triste história de poliamor (8 DIÁLOGOS NO BALCÃO DO BAR)

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 — Tava assistindo um programa outro dia, onde a apresentadora, uma baita de uma gostosa, tava falando sobre relacionamento. Ai começaram a falar de um tal de poliamor, só de ouvir o nome logo pensei: “deve ser alguém que tem tesão por essas mulheres que se esfregam no pole dance”. Mas pior que não. É um tal de relacionamento a três, ai pensei: “porra, eu tenho esse negocio aí de poliamor. Eu, minha mulher e minha amante.” Ai a apresentadora explicou que os três são ciente do relacionamento. Ai pensei: “minha mulher não sabe, então não é poliamor”. Até ai eu tava achando que era tipo ânus.
— como assim tipo ânus?
— Ânus não é um nome bonitinho pra cu? Eu achei que poliamor era um nome moderninho pra traição. Mas os três sabem, um relacionamento com três, ou mais pessoas, só isso.
— Agora eu fiquei curioso, o que mais falou nesse programa ai, Paulo Victor?
— Eu não sei, minha mulher veio começar uma discussão comigo. Taynisson, eu já desistir, joguei a toalha!
— Vai deixar a mulher mandar em ti?!
— Joguei a toalha molhada em cima da cama. Hahahah

 — hahaha. É isso aí, tem que mostrar quem manda.
— Mas na real, meu casamento tá aquele tipo de relacionamento que tem tanta discussão, as discussões são tão presentes que tô até começando a achar que tô vivendo mesmo um poliamor, eu, minha mulher e a discussão. E o pior, às vezes, eu acho que ela sente mais prazer com a discussão do que comigo na cama.

#36 Nota sobre ela: Dó


Ela estava disposta a corrigir o erro que achava que cometeu, disposta a fazer de tudo pra reconquistar o seu ex namorado, pois ele a tratava como se ela fosse uma princesa, colocava sonífero no suco de maçã, dava na boca dela a deixava  dormindo trancada na parte mais alta do castelo, jeito carinhoso que eles chamavam a casa de dois andares onde moravam, e saia pra farra. Já no dia seguinte, fazia ela despertar de um sono longo e profundo com um beijo sabor cachaça barata.
A saudade era constante, pois só lembrava dos momentos carinhosos. Sentia falta até de xingar-lo: “Assim, caralho, não para, não para, porra, aí, aí, aí, isso, isso, isso, caralho!” Ou achava que a saudade era de xinga-lo.
Mesmo sua melhor amiga, aqui no bar, tentando abrir seus olhos, tentando provar que ela fez a melhor coisa que poderia ter feito, deixá-lo na caixa do passado, a mesma caixa que jogou o estilo gótico da adolescência. Ela achava que a amiga estava exagerando, ainda mais quando disse que ele não merecia que ela fizesse tudo pra te-lo de volta, como pintar o cabelo de vermelho, pois ele tem fetiche com ruiva, frequentar academia só porque o seu ex disse que adora mulher com bunda durinha. Brigaram quando a amiga falou que por muitas vezes o suposto príncipe deixava ela trancada em casa e ia pra festa.

Ela discutiu com a amiga, saiu do bar e foi de encontro ao seu príncipe encantado, resolvendo deixar no passado o tsunami de coisas erradas que ele fez, que acabou deixando só os destroços do relacionamento dos dois, e agora ela queria usar aquele terreno, onde já foi construído um belo relacionamento, pra tentar reconstruir ao poucos o lar de amor que já viveu.

Nota sobre ela: Dó

#30 A mentira escondida na verdade

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

Responder uma pergunta com a verdade não significa que a pessoa não esteja te escondendo algo.

A Chuva da noite de sexta-feira não impediu a Rosana de chegar ao bar. Ela foi logo brigando com o seu namorado: — Você prometeu que ia parar de vim pro bar com seus amigos! E o Ricardo respondeu: — Eu sou um homem de palavra, por isso vim sozinho.

Sempre foi assim, deis de quando ela recebeu o convite de um cara forte, negro e bonito no Facebook, esse cara era o Ricardo, que adicionou ela quando olhou seu perfil aparecer nas sugestões de amigos, quando viu sua foto ficou encantado com a garota que tem rosto de modelo é bunda de miss bumbum, tinha que conhecer-lá, por isso mandou o convite de amizade.

Quando estava bem explícito que um estava interessado no outro, a Rosana perguntou: — E o coração tem dona? E o Ricardo respondeu com um singelo não. Duas semanas depois, ela descobriu que ele tinha namorada, e o Ricardo se explicou dizendo que não é mentiroso, que respondeu com a verdade sua pergunta, pois não tinha ninguém no coração dele, o máximo que ele tinha era um relacionamento por comodismos — tinha, pois meu coração não me permitiu continuar com aquela pessoa — completou.

A Rosana que já tinha caído na lábia do galanteador, ficou mais encantado ainda, “ele largou a namorada por minha causa, pois me ama” isso foi o que ela pensou quando ouviu isso. Um ano depois ela descobriu que foi a ex namorada do Ricardo que terminou com ele e que ele ainda tentou voltar com ela, a Rosana ficou abalada, mas estava muito apaixonado pra terminar o relacionamento.

Um mês depois ela ficou sabendo que o seu namorado tinha ficado com uma tal de Bárbara no aniversário do amigo dele, que ela não pode ir pois estava doente. Quando ela perguntou sobre a tal garota, o malandro respondeu: — Jamais seria capaz de ficar com qualquer Bárbara sabendo que o meu amor está doente. Naquele mesmo dia ela descobriu que a menina se chamava Bianca.

Há um ano a Rosana tinha mudado um pouco, começou a chegar tarde em casa, a sair mais sozinha e isso fez o Ricardo ficar paranoico, achando que toda vez que ela saia de repente e demorava a voltar era porque ela estava com um amante, por isso que ele começou a frequentar o bar sozinho, ficar bêbado era mais fácil que ficar sóbrio e pensando na possível traição da sua amada.

Naquela noite chuvosa esse foi o motivo que mais uma vez o trouxe solitário e triste ao bar, como já tinha bebido bastante criou coragem e perguntou a Rosana se ela estava traindo ele com algum homem e ela acabou com a paranoia dele dizendo que nunca o trairia com nem um homem, isso é verdade, ela nunca traiu ele com nem um homem e sim com uma loira que ela se relaciona há um ano, mas isso o Ricardo nunca descobriu.