Autor: somostoscosiguais

Sou um maranhense perdido no Pará; tenho 22 anos; curso administração. Sou porra loca no https://twitter.com/Oufanista Fiz um blog em pleno 2016, pois blog é o futuro. Se você não pensa o mesmo, não tem problema, nem todo mundo é visionário.

#44 Um ateu e um cristão entram no bar (10 diálogos no balcão do bar )

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

 

-Vamos beber de boa nossa cerveja.
-Não, mas só me responde se Deus não existe como o mundo existe?
-Você vai querer mesmo discutir isso de novo? Que necessidade é essa de querer que todos pensem igual a você?
-Vai fugir da discussão de novo e não vai responder minha pergunta?
-Big bang, filhao, foi o big bang.
-Então você acredita que do nada pode surgir algo?
-Já te respondi, Mateus.
-Cara, é impossível algo se feito do nada, o nada é simplesmente nada e não tem como sugir algo a partida do nada, muito menos uma grande explosão.
-Beleza! Então, do nada é impossível sugir algo, certo?
-Isso!
-Se deus fez o mundo quem foi que fez deus?
-Esse é o seu melhor argumento?!
-Nao, pra mim o melhor argumento de todos é teu cu.
-Nossa, Matos, isso é coisa de pessoa que tem um vocabulário chulo e não tem argumentos descentes.
-teu cu!

#43 Neto traumatizado, avó feliz

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Existe avó protetora e tem também avó superprotetora, super pois é uma heroína, ou seja, uma droga. É com esse trocadilho nível tio do pavê que começo esse texto sobre a senhora e o seu neto que moram a cinco casas de onde fica o bar.

Dona Cremilda andava bastante preocupada com seu neto Romilson de 10 anos, pois estava em tempo de pipa, coisa na qual o garoto era viciado.

A senhora que faz 10 anos que chegou na terceira idade, ficou sabendo que o Romarinho, filho da Rosa, a Rosa que é filha do seu compadre Silva, foi atropelado quando atravessou a rua correndo atrás de papagaio e tá agora tendo que andar de muleta.

Por isso a Dona Cremilda achou que teria que tomar alguma atitude pra não acontecer o mesmo com o filho da sua filha. Como ele também gostava bastante de ler, ela o presenteou com o livro “o caçador de pipas”.

O Romilson lia o livro apenas à noite, pois estudava pela manhã e passava a tarde toda empinando e correndo atrás de pipa.

Até que ele parou de fazer isso que tanto gostava, pois ficou traumatizado quando leu que o personagem pobre do livro tinha sido estuprado numa viela vazia quando corria atrás de papagaio.

O menino ficou impactado e a avó ficou feliz por ver o neto ficando em casa em segurança. O neto perturbado e achando que poderia ser estuprado a qualquer momento era só um detalhe, o importante é que ele está ficando em casa em segurança fazendo companhia a avó.

#42 Viver em sociedade e manter a fé na humanidade, será que é possível?

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

Precisamos falar sobre a falta de fé na humanidade, mas primeiro, acho que precisamos falar sobre essa mania facebookeana de começar um texto sobre algum tema sério com “precisamos falar sobre”. Sério?! Será que não tem nem uma outra frase de efeito pra começar o seu texto?

 —  Viver em sociedade e manter a fé na humanidade, será que é possível? —  Isso foi o que pensei logo após o Carlos me contar algo que aconteceu no seu meio de semana.

Como era um sábado e o bar estava lotado e eu estava atendendo sozinho, o que era pra ser um diálogo acabou virando um monólogo. E enquanto eu servia, ele aproveitava pra beber e quando eu voltava ele continua a história, a mesma que tá logo a baixo sem pausas:

 — Vi um motoqueiro entrando numa loja e deixando a chave da moto dele na ignição, logo pensei, isso que é confiar no próximo, o resto é balela. Me deu até uma animação saber que ainda têm pessoas que confiam na humanidade. Eu não me orgulho, mas não confio mais em quase ninguém, imagina em pessoas estranhas que tão passando no centro num sol quente e, eu sei muito bem, que nem todos tem dinheiro pra passagem de ônibus. Mas vendo aquele exemplo ao vivo, fiquei decidido a mudar essa falta de confiança no resto da humanidade.

Caçapa, sei que você tá muito ocupado, mas tenta seguir meu raciocínio: Os muçulmanos acreditam que uma espécie de cavalo alado transportou o profeta Maomé de Meca até Jerusalém numa noite. Os cristãos acreditam que um homem, nascido de uma virgem, voltou à vida três dias depois de ter morrido. Ou seja, tem tanta crença fora da realidade que não é tão absurdo assim confiar no próximo. Eu fiquei disposto a fazer isso até que o motoqueiro saiu de lá correndo, ligou a moto e saiu a mil, e em poucos segundos apareceu o dono da loja gritando: “PEGA LADRÃO, PEGA LADRÃO!”

#41 No viva voz para todos ouvirem que perdeu a mulher que ama (9 Diálogos no balcão do bar)

-Alô?

-Alô!

-Paula sou eu, Messias.

-Eu sei.

-Viu? nós ainda estamos tão ligados um no outro que basta tu ouvir minha voz pra saber quem é.

-Na verdade é porque eu tenho seu número gravado e meu celular avisa quem liga. Mas me diz logo o que você quer?

-Tu sabe muito bem o que eu quero.

-Não, eu não sei. Tchau, tenho prova pra elaborar.

-Não desliga, por favor, não desliga. Ouvir sua voz foi uma das poucas felicidades que me restaram.

-Eu não quero saber! Liga pra aquela putinha que você gastou todo o dinheiro do teu FGTS com ela.

-Você vai me condenar pelo resto da vida por causa disso?

-Espera aí, você tá falando comigo com o viva voz ligado?!

-Sim, porque quero que todos do bar saibam que eu te amo, meu amor.

-Eu te amo, meu amor é pleonasmo!

(TUM… TUM… TUM…)​

#40 Somos toscos iguais

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Imagem tirada do blog LIQUIDIFICORDEL#4

Filósofo de bar geralmente é aquela pessoa que quando tá muito bêbada acaba achando que o seu pensamento toscos é genial o bastante a ponto de ser inaceitável não compartilhar com a humanidade, as redes sociais estão cheias de filósofos de bar.

Ele sempre chegava no bar calado, sentava numa mesa sozinho e começa a beber e depois que já tinha bêbado bastante começa a filosofar. Nunca incomodou nem um cliente, na maioria das vezes ele os entretinham. Um dia um dos clientes empolgado com a bebida e com o que ele tinha dito, falou: — todo bar que preste tem um filósofo e nesse bar não é diferente, pois temos você, e aportou pra ele, um homem da pela escura, cabelo crespo e com uma barriga de chopp, um sujeito que pra descobrir o nome dele só depois que ele ficou bastante bêbado e conversador, agora todos já sabem que ele se chama Ricardo e que trabalha de mecânico perto lá do bar, que ele trabalha de mecânica muitos já sabiam, a unanimidade era o desconhecimento em relação ao seu nome. Que não fez muito diferente as pessoas saberem, pois todos continuavam a chama-lo de filósofo.

Um certo dia, ele estava sentado sozinho bebendo numa mesa e na mesa ao lado também tinha um cliente que a única companhia era um copo cheio de cerveja e uma garrafa pela metade, esse sujeito estava falando ao celular, e antes de desligar a ligação falou bem alto: — Você tá certa, agora que fui demitido eu não sou mais porra nem uma! E desligou o telefone. O filósofo ouviu isso é foi até a sua mesa e disse: — Nunca aceite alguém dizer que você não é porra nem uma, pois não passamos de porras evoluídas, logo alguma porra você é. E o sujeito a única coisa que fez foi rir e agradecer pela frase motivacional.

Se passou algumas semanas e o filósofo voltou ao bar, o bar estava cheio, era um domingo à tarde, e como sua fama no bar já estava grande, ele ouvir de alguns clientes se eles teriam a honra de ouvir-lo filosofar. Ele passou sem entender nada e sem responder, foi direto pro banco que fica em frente ao balcão, pois era um dos poucos lugares vazios, começou a beber, depois da quarta garrafa ele se levantou e começou a filosofar. Um estudante de filosofia, que estava usando uma camisa que tinha estampado bem na frente a frase “somos todos iguais”, empolgado, empolgado é um belo eufemismo pra bêbado, declarou: — Esse é o nosso choppenhauer, uma alusão ao filósofo alemão Schopenhauer, logo após ouvir as palavras do Ricardo, que foram essas: — Somos todos iguais, achamos que o Deus que acreditamos é o único Deus que existe, enquanto o dos outros é apenas invenção, mas para os outros, nós somos os outros. Somos todos iguais. Enquanto achamos que o outro tem uma opinião diferente porque são mal informados, o outro acha que pensamos diferente porque não nos informados direito. Somos todos iguais. Nós odiamos quem acha que tá sempre certo, nós achamos que estamos sempre com a razão. Nós somos todos iguais! Somos todos iguais! O inferno são os outros e você sempre será os outros de alguém…Somos toscos iguais.

#39  Ganhando um presente divino através do pecado


Hoje em dia a gestante tem tantas opções que é possível que antes do parto venha a dúvida: Fazer o normal, cesariano, na água, de cócoras, parto de Leboyer, induzido, pélvico, domiciliar, ou partir pro aborto?
Estavam sentadas na parte da frente do bar, onde é mais ventilado, pois era uma quinta-feira quente, que em São Luís significa uma noite como outro qualquer.
— E agora? como você vai explicar pro seu pai? —  perguntou com um sussurro que não escondia sua preocupação, a sua melhor amiga, a Fabiana, uma negra como a noite e redonda como a lua cheia.
A Barbara pegou um guardanapo e com ele limpou o suor do seu rosto branco e fino, deu algumas mordidas no hambúrguer que estava comendo, enquanto pensava em alguma resposta, porém não conseguiu formular nada, pois já estava com bastante coisas para pensar. Em vez de falar algo, apenas continuou comendo. Seu apetite nunca foi tão grande, por isso sempre foi magra mesmo sem fazer dieta e frequentar academia.
Ficaram em silêncio por um bom tempo pensando no problema, que não é nem tanto a gravidez e sim que ela tá gravida antes de tá casada; tá gestante antes do matrimônio significa que ela transou antes do casamente e isso quer dizer que a Barbara não seguiu as regras do livro sagrado. Seu pai é pastor e sua mãe é bastante religiosa. Por isso o temor em revelar que ganhou um presente divino. Será como fica a cabeça de um casal religioso ao saber que a própria filha ganhou um presente divino através de um pecado?
Começou a pensar em dizer que continua virgem e que foi o espirito santo que colocou a criança em seu ventre e, possivelmente, essa criança pode ser o novo messias. Pode até ser uma alternativa, mas incrível que pareça eles não vão acreditar nessa historia, e assim completou seu raciocínio.
É 8 ou 80, nunca é algo do tipo: 8 coisas boas, ou 80 coisas super boas é sempre algo tipo: 8 coisas ruins, ou 80 coisas super ruins. A futura mãe teve mais esse pensamento tosco enquanto pensava em sua gravidez.
Antes de contar para os seus pais, ela ainda teria que revelar pra o seu namorado. Ficou se perguntando como seria a reação dele quando soubesse. Ela é carioca, o namorado dela é paulista e o pai do filho que ela tá esperando é maranhense.

#38 Uma triste história de poliamor (8 DIÁLOGOS NO BALCÃO DO BAR)

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 — Tava assistindo um programa outro dia, onde a apresentadora, uma baita de uma gostosa, tava falando sobre relacionamento. Ai começaram a falar de um tal de poliamor, só de ouvir o nome logo pensei: “deve ser alguém que tem tesão por essas mulheres que se esfregam no pole dance”. Mas pior que não. É um tal de relacionamento a três, ai pensei: “porra, eu tenho esse negocio aí de poliamor. Eu, minha mulher e minha amante.” Ai a apresentadora explicou que os três são ciente do relacionamento. Ai pensei: “minha mulher não sabe, então não é poliamor”. Até ai eu tava achando que era tipo ânus.
— como assim tipo ânus?
— Ânus não é um nome bonitinho pra cu? Eu achei que poliamor era um nome moderninho pra traição. Mas os três sabem, um relacionamento com três, ou mais pessoas, só isso.
— Agora eu fiquei curioso, o que mais falou nesse programa ai, Paulo Victor?
— Eu não sei, minha mulher veio começar uma discussão comigo. Taynisson, eu já desistir, joguei a toalha!
— Vai deixar a mulher mandar em ti?!
— Joguei a toalha molhada em cima da cama. Hahahah

 — hahaha. É isso aí, tem que mostrar quem manda.
— Mas na real, meu casamento tá aquele tipo de relacionamento que tem tanta discussão, as discussões são tão presentes que tô até começando a achar que tô vivendo mesmo um poliamor, eu, minha mulher e a discussão. E o pior, às vezes, eu acho que ela sente mais prazer com a discussão do que comigo na cama.

#37 Streaming de Deus

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

O bar, às vezes, é dividido em dois tipos de pessoas, as que estão felizes e as que ainda estão sóbrias.

O Caio, nessa noite de quinta, não estava feliz, nem sóbrio, por algum razão que desconheço.
Enquanto eu estava na minha rotina de cuidar do balcão e servir as mesas, ele, que estava bebendo sozinho em frente ao balcão, me descrevia a teoria que eu intitulei como “A teoria do streaming de Deus”.

O Caio, olhou em volta, mudou a posição que estava sentado, ficando de frente pra os outros clientes e de costa pra mim e começou a falar: —  Já parou pra pensar que podemos tá dentro de um serviço de stremeng onde Deus pode assistir tudo quando quiser. Por exemplo, olha aquele casou ali na mesa cinco, quando eles chegaram, ele abriu a porta do carro pra ela, ele puxou a cadeira pra ela sentar, ou seja, um filme romântico cheio de clichés.

 Presta atenção na mesa um, um grupo de jovens, que se você quiser até aposto com você como todos estão usando carteiras falsas, que estão enchendo a cara antes de ir pra uma festa onde vão encher mais ainda a cara, um tipo filme de adolescentes com muito álcool, peitos e sexo.

Tu prestou atenção que o cara da mesa dois não parava de olhar pro celular, até que a mina da mesa quatro foi sentar junto com ele, percebeu que eles chegaram há um certo tempo e só agora ela foi até lá. Eles claramente devem ter se conhecido em algum desses apps de pegação, marcado aqui no bar e como ele, provavelmente, usou algum aplicativo onde dá pra deixar você mais bonito na foto, ela demorou pra recolher, enquanto ele não tirava o celular da cara, porque deve ter ficado com vergonha achando que ela reconheceu ele, viu que ele não é bonito e preferiu ignorar-lo. Mas ela tomou a iniciativa e agora estão na mesma mesa. Ela é aquela mulher bonita dona de si que resolveu dar uma chance pros perdedores, ele é o perder típico de comédia romântica.
Aqui, seu bar, você, é tipo aquele personagens que com toda dificuldade consegue o seu objetivo, manter o bar e sua família. Enquanto eu sou tipo o jackass de Deus, eu me fodendo e ele assistindo e rindo.

#36 Nota sobre ela: Dó


Ela estava disposta a corrigir o erro que achava que cometeu, disposta a fazer de tudo pra reconquistar o seu ex namorado, pois ele a tratava como se ela fosse uma princesa, colocava sonífero no suco de maçã, dava na boca dela a deixava  dormindo trancada na parte mais alta do castelo, jeito carinhoso que eles chamavam a casa de dois andares onde moravam, e saia pra farra. Já no dia seguinte, fazia ela despertar de um sono longo e profundo com um beijo sabor cachaça barata.
A saudade era constante, pois só lembrava dos momentos carinhosos. Sentia falta até de xingar-lo: “Assim, caralho, não para, não para, porra, aí, aí, aí, isso, isso, isso, caralho!” Ou achava que a saudade era de xinga-lo.
Mesmo sua melhor amiga, aqui no bar, tentando abrir seus olhos, tentando provar que ela fez a melhor coisa que poderia ter feito, deixá-lo na caixa do passado, a mesma caixa que jogou o estilo gótico da adolescência. Ela achava que a amiga estava exagerando, ainda mais quando disse que ele não merecia que ela fizesse tudo pra te-lo de volta, como pintar o cabelo de vermelho, pois ele tem fetiche com ruiva, frequentar academia só porque o seu ex disse que adora mulher com bunda durinha. Brigaram quando a amiga falou que por muitas vezes o suposto príncipe deixava ela trancada em casa e ia pra festa.

Ela discutiu com a amiga, saiu do bar e foi de encontro ao seu príncipe encantado, resolvendo deixar no passado o tsunami de coisas erradas que ele fez, que acabou deixando só os destroços do relacionamento dos dois, e agora ela queria usar aquele terreno, onde já foi construído um belo relacionamento, pra tentar reconstruir ao poucos o lar de amor que já viveu.

Nota sobre ela: Dó

#35 Só o sexy shop salva (8 diálogos no balcão)

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— Fernando, Fernando! Entra aqui no bar.
— Fala, Moisés, qual foi?
— Vamos beber uma aqui.
— Não vai rolar, eu tô um pouco atrasado.
— Relaxa, eu pago.
— Olhando no relógio agora, eu não tô nem tão atrasado assim.
— Meu Deus do céu, você vive liso, cara.
— Você não vive liso porque não tem filho.
— Eu não vivo liso porque uso camisinha, diferente de você que deve ter preferido economizar a comprar uma camisinha.
— Não foi bem assim, né?
— Não! Duvido. Já que você não é tão mão de vaca assim, você foi lá no lugar que te disse?
— Fui.
— Não acredito. Papo reto, rir demais de você dizendo que se fosse comprar um vibrador pra sua mulher, seria menor do que o seu pênis, pra ela não vim depois te cobrar algo maior do que você pode dar. Tu fica hilário bêbado.
— Infelizmente eu sei. Mas pode acreditar que eu fui lá nesse sexy shop.
— comprou alguma coisa?
— comprei.
— Rapaz, é isso ai! Tem que deixar de ser mão de vaca ao menos pra reanimar seu casamento. Eu achei que os preços iam fazer tu sair correndo. Comprou o quê?
— A única coisa que meu dinheiro dava, um halls preto.