Mês: novembro 2016

#15 A missão (3 Diálogos no balcão do bar)

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

— Ei, cara, tu não foi na pelada por quê?

 — Tinha uma missão pra fazer.

— Uma missão tipo coisa de trabalho. Ou uma “missão”?

— Uma “missão”

— Ah e moleque, se deu bem. Caçapa, traz mais uma que essa eu pago!

— Quem dera, me dei foi mal .

— Não acredito, falhou na missão? Se tu fosse do Bope, tu seria o zero a esquerda. Bicho, não dá pra te elogiar.

— A missão era complicada. A polda me mandou uma mensagem dizendo que queria brincar de médico, ai fui lá na casa dela todo animado.

— Chegando lá ela não conseguiu reanimar o morto que tu teu ai, né? Hahah

— Não, caralho. Cheguei lá ela tava tão louca pra brincar de médico que ela tava de jaleco e tudo. lá descobrir…

— Que tu é um zero a esquerda e não tem capacidade de completar a missão.

 — Deixa eu acabar de falar, porra. Chegando lá descobrir que ela ia ser a médica e eu o paciente que ia fazer exame de próstata.

#14 Assaltos

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Imagem retirada do blog LIQUIDIFICORDEL

O assaltante rouba  o celular e vende pra outra pessoa, essa pessoa que comprou é assaltada. Esse assaltante vende pra outra pessoa… É um circulo e os únicos que lucram com isso são os assaltantes.

O ser humano é cômico, pois na maioria das vezes, os mesmos que reclamam do aumento constante do número de assaltos são os mesmos que compram coisas roubas na mão de gatunos. As pessoas tem que entender que só há oferta se tiver demanda.

Levando em consideração o número de assaltos, andar com celular na rua já poderia ser considerado um esporte radical. Descendo a rua, onde fica o bar, o Léo, que em vez em quando vem ao bar, foi assaltado, levaram o seu celular.

-Andar na rua com o celular é assim: você sabe que vai ser assaltado, só não sabe em qual esquina. — eu comentei

O Carlos estava aqui como de costume, pois era sábado e disse: —  realmente, ultimamente tá muito perigoso.

— Por isso que quando vou sair pra qualquer lugar, quando possível, não ando com nada.

— Mas andar com nada é pior, não acha? – Replicou o Carlos.

— É… realmente, tem o risco de ser assassinado por não ter nada pra passar por meliante.

-Ou acontecer algo pior!

-Como assim algo pior do que perder a vida?! – perguntei

-O marginal já sai de casa disposto a tirar algo valioso da vítima que aparecer dando bobeira por uma rua deserta. Aí você não tem nada pra dar; nem celular, dinheiro, nada de valor pra oferecer, porém ele não vai aceitar não roubar nada de você, ele não vai conseguir dormir à noite sabendo que não teve um dia produtivo no seu ramo de tomar coisas valiosas das pessoas. Por isso, acaba tirando a sua virgindade anal só pra conseguir dormir tranquilo à noite. Por causa disso que sempre ando com algo valioso pra caso alguém tentar me assaltar, pois é possível comprar um celular novo, relógio; trabalhando é possível recuperar o dinheiro, agora a sua honra e a sua virgindade anal… – disse o Carlos, bebendo o resto da sua cerveja e se despendido, pois tinha com ele apenas o dinheiro da cerveja.

#13 Debate político no Facebook 

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Imagem tirada do blog LIQUIDIFICORDEL

Como dono de um negocio, sou atento as novidades e as formas de divulgar o que eu ofereço ao meu publico alvo, divulgo meu serviços pelas redes sociais e isso acaba trazendo púbico novo. — Essa foi a frase que usei para responder a Camila, uma morena linda que eu tô tentando sair há um mês, quando ela me perguntou se eu não tinha nada melhor pra fazer do que viver online.

As tecnologias estão cada vez mais acessíveis e fáceis o manuseio , a maior prova disse é que tem cada vez mais gente idosa usando-as, mas mesmo assim tem pais que acham que os filhos de poucos anos de vida, que não sabem falar, não sabem andar e que literalmente se cagam , são prodígios apenas porque conseguem mexer em um Smartphone.

 Em um dia desses entrei no facebook e acompanhei o seguinte ocorrido: Um amigo de um cliente do bar, de 55 anos, escreveu um texto mostrando o seu ponto de vista sobre a atual situação política do país. Ele, o cliente, já com os seus 58 anos e com seu ponto de vista diferente, comentou usando vários dados que o fizeram discordar de tudo que o seu amigo tinha escrito no texto. O autor do texto respondeu o comentário com dados que fizeram ele ter esse ponto de vista. O amigo que tinha feito o comentário continuo discordado com bons argumentos, e o autor do texto também continuou defendendo seu ponto de vista com o mesmo nível. Foram 20 minutos de uma discussão rica de bons argumentos.

De repente o autor do texto rejuvenesce, agora estava com 25 anos e com argumentos não tão bons assim. O amigo, que fez o comentário, também ficou mais novo e com argumentos bem médios.

Meia hora depois ambos já tinham virado adolescentes, de vez usarem argumentos estavam usando deboches, sarcasmos, ironia e meme, do tipo, aceita que dói menos, quem vai levar em consideração o ponto de vista de um “míupe”- escreveu o que tinha feito o comentário. O autor do texto era míope. Aprende a escrever antes de mandar alguém calar a boca – respondeu o autor do texto, e logo em seguida colocou a foto do professor Pasquale chorando.

Passou mais meia hora e a caixa de comentários já estava cheia de imagem com frases lacradoras e gif´s debochados. 10 minutos se passaram e pararam os comentários. Ambos tinham virados bebes de alguns meses e estavam simultaneamente jogando suas próprias fezes no computador.

Discutir no Facebook é meio isso, jogar suas próprias fezes no computador. Discutir nas redes sócias transforma as pessoas em Beijamm Button dos argumentos.