#6 Ele, ela e ela. A comedia romântica da sua vida.

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O celular dele vibrou informando que tinha chegado uma mensagem; ele colocou a mão no bolso esquerdo da sua calça, porém a única coisa que encontrou foi a sua carteira, dentro dela tinha alguns trocados, cartão de créditos e uma camisinha que ele colocou lá antes de vim ao bar. A antiga tinha vencido, pois para se masturbar não é necessário usar camisinha. Se as suas mãos tivessem óvulos a população de São Luís já seria maior que a de São Paulo. Colocou a mão no outro bolso e encontrou o seu celular novo que entre suas novidades tecnológicas tem a capacidade de ser aprova d’água. O que ele sente por ela é tão forte que o fez comprar um celular aprova d’água só para não correr o risco de deixa-la no vácuo enquanto estivesse no banho. Destravando o celular, o Pedro viu que a mensagem era de quem ele esperada. A Cláudia disse que já estava chegando no bar e perguntou se a Denise já tinha chegado. Ele visualizou e de imediato respondeu que ainda não.

O Pedro estava animado, pois ela disse que ia fazer uma revelação pra ele e queria a Denise do lado, ao menos foi assim que ele entendeu a mensagem que a Cláudia tinha enviado convidando-o pra sair. Por isso que ele comprou a camisinha nova. A Denise do lado já era comum, toda vez que eles saiam ela também estava no meio. Eles formavam um trio muito unidos, entre eles não haviam segredos.

O que a Cláudia sentia era tão forte quanto o que o Pedro sentia, ela já tinha até feito o mapa astral e percebeu que combina com o amor da sua vida, isso a deixou decida a criar coragem e se declarar para a pessoa amada. Treinou como seria a sua declaração com a mesma dedicação que treina para o torneio maranhense de handebol.

Chegou no bar usando uma roupa que caiu bem no seu corpo atlético, um vestido de cor amarelo que deixa a sua cor negra ainda mais bonita, usando tranças no cabelo crespo, provando que sempre há uma forma de deixa mais belo o que já é lindo. O Pedro quando a viu ficou ainda mais encantado, ele já tinha se encantado com a beleza da Cláudia na primeira vez que a viu, suada saindo do treino. Ele logo começou a pensar que as comédias românticas até que tinham um pouco de realismo, pois estava uma noite linda de lua cheia, na mesa ao lado tinha um cara bebendo sozinho que colocou no som do seu carro, em um volume rasurável, a música “quero te namorar” do grupo Raça Negra. Estava em um lugar rotineiro, no qual ia ser sempre lembrando quando fosse contar a história de como começou a namorar com a mãe dos seus filhos, quando os mesmo viessem perguntar.

Com direito a trilha sonora, lua cheia e a sua amada incrivelmente linda e ele lá, usando uma roupa qualquer pra cobrir seu corpo magrelo e branco. Na comédia romântica da sua vida, o Pedro era o personagem perdedor que no final fica com a mulher mais linda da faculdade. No fim desse devaneio, ele deu um sorriso que logo escondeu com a sua mão direita, para que ninguém percebesse que ela estava rindo sozinho.

 A Denise estava bem arrumada como sempre, era uma morena que tinha um corpão esculpido em academia e dona de uma qualidade estética duvidosa.

A Cláudia se sentou na mesa, onde estavam os dois a sua espera. Foi logo se preparando pra fazer a revelação. Bebeu em um gole só a vodca que o Pedro tinha pedido para eu levar para ele, e quando eu levei até a mesa, ela já tinha chegado, antes de eu entrar o copo para o Pedro, ela pegou da bandeja. A Claudia não escondia o nervosismo, nervosismo comum de alguém apaixonado que tem medo de o que está sentido não ser reciproco; enquanto o Pedro não conseguia esconder sua felicidade, a felicidade de um apaixonado que já tinha planejado até as bordas de ouro com a jogadora de handebol, e agora estava ali, na expectativa de ouvir o tão esperado eu te amo.

A Cláudia em fim começou a falar, rápida como é nas quadras, foi com as palavras, quase sem respirar, falou: -Você vai achar que eu tô confundido as coisas, uma coisa tenho certeza, eu não tô confundido nada. Não é só o mapa astral que eu fiz que faz eu ter certeza sobre o que eu tô sentido, o meu coração é o principal responsável pela minha certeza. Eu te amo, Denise.

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